Como adicionar fotos ao cardápio (incl. fotos com IA)
A maioria das fotos de comida feitas com IA falha por um único motivo: o prompt cita o prato e para por aí. Estes trinta prompts fazem o resto do trabalho por você: ângulo, luz, superfície, objetos de cena, profundidade de campo e clima. Troque o nome do prato e cole.
Resumo rápido: o essencial
As variáveis do ofício são o prompt."Uma foto de moqueca" devolve uma foto de banco de imagens. Ângulo, luz, superfície e clima devolvem o seu restaurante.
Fotografe o que o cliente não consegue imaginar. Uma foto aumenta os pedidos daquele prato em cerca de 25 a 30%, sobretudo nos pratos pouco conhecidos.
Quadrado para o cardápio, vertical para o celular. A foto do prato aparece num quadro quadrado; stories e pôsteres pedem um enquadramento vertical.
Imagem de IA é ilustrativa, não documental. Ela se parece com a categoria do prato, nunca com o prato exato que sai da sua cozinha.
No editor de pratos, você não escreve prompt nenhum. Estes trinta servem para o estúdio de imagens promocionais e para qualquer outra ferramenta que você use.
Por que uma foto merece o seu lugar no prato
A foto é o elemento mais forte de uma linha do cardápio, e o efeito é real: algo como 25 a 30% a mais de pedidos no prato que tem foto, e bem mais nos itens que o cliente ainda não consegue visualizar.
Por isso a ordem importa mais que a quantidade. Fotografe primeiro o que é pouco conhecido: o tacacá, a maniçoba, o arroz de cuxá que ninguém fora do Maranhão sabe o que é. Deixe o misto-quente para o final.
Se o seu cardápio já está no ar, os pratos que ninguém abre já estão listados para você; essa lista, somada às suas margens, é a sua ordem de trabalho. Veja o que um cardápio digital conta que o papel não conta.
Uma foto de verdade sempre ganha de uma foto gerada. Estes prompts são para os pratos que você nunca iria fotografar; o trabalho completo está em como digitalizar o cardápio do seu restaurante.
Quais pratos ganham foto primeiro
Nem todo prato precisa de uma, e a cota mensal de imagens é limitada em todos os planos. Gaste nesta ordem.
O prato que o cliente não consegue imaginar. Uma especialidade regional, um nome que não se explica sozinho, uma criação da casa. É aqui que o aumento de 25 a 30% trabalha mais: a foto não está enfeitando uma decisão, está tornando a decisão possível.
Os pratos de maior margem. Classifique pelo que cada prato deixa no caixa, não pelo que mais vende.
O carro-chefe. O prato que você quer ouvir citado quando alguém descreve a sua casa para um amigo.
Tudo o que as estatísticas mostram que ninguém abre. O relatório do seu cardápio lista esses pratos. Alguns são peso morto; o resto costuma ser prato bom com um nome que não dá ao cliente nada em que se apoiar.
Por último, o óbvio. Ninguém precisa de ajuda para imaginar uma porção de batata frita.
E ir até o fim dessa lista tem um custo. Um cardápio em que todo prato tem foto achata a própria hierarquia. É pelas fotos que o olho escolhe um vencedor dentro de uma seção; quando as oito linhas têm foto, o olho não tem onde se agarrar. Se tudo grita, nada se ouve.
Onde o prompt importa, e onde não importa
No editor de pratos, você não escreve prompt nenhum. O Intermenu monta o pedido a partir do que o cardápio já sabe (nome, descrição, observações de preparo e etiquetas de dieta) e coloca no prato uma imagem quadrada e fotorrealista. Logo depois de uma importação de foto ou PDF, ele oferece fazer isso para até 25 pratos recém-importados de uma vez; veja como transformar um cardápio em PDF ou foto em cardápio digital.
Os trinta abaixo servem para todo o resto: o estúdio de imagens promocionais, onde você descreve a imagem com as suas próprias palavras, e qualquer outro gerador que você use.
Cole um inteiro, troque o marcador entre colchetes e não mude mais nada na primeira tentativa. Cada um vem marcado como quadrado, o formato em que a foto do prato aparece, ou vertical, o que um post ou pôster pensado para o celular pede.
Escrever a descrição do prato para a IA fazer uma foto melhor
No editor de pratos você não escreve prompt, mas escreve a matéria-prima dele. O Intermenu monta o pedido a partir do nome, da descrição, das observações de preparo e das etiquetas de dieta do prato; a qualidade desses quatro campos é a qualidade do prompt.
"Carne com molho" devolve exatamente o que descreve. "Costela bovina assada por 12 horas, mandioca cozida na manteiga de garrafa, farofa crocante" devolve uma carne escura que desfia, pedaços claros de mandioca e uma farofa dourada. Mesmo botão, imagem diferente.
As observações de preparo também contam: "finalizada na brasa e pincelada com o próprio caldo" diz ao gerador que a carne tem brilho.
O feliz acaso é que esse é o mesmo trabalho de escrever descrições de cardápio que vendem. Melhore a descrição e você melhora a foto, o entendimento do cliente e a tradução de uma vez só.
Descrições melhores pagam três vezes: a foto melhora, o cliente entende o prato sem chamar o garçom e a tradução tem algo concreto em que se basear.
O prato principal em destaque
Cinco temperamentos para o mesmo trabalho: um prato como a estrela da cena.
1. A assinatura a 45° — quadrado
45° sobre [PRATO], prato creme fosco, mesa de carvalho em tom quente. Luz suave de janela vindo da esquerda, sombras à direita. Guardanapo de linho, garfo de aço. Pouca profundidade de campo. Acolhedor, convidativo. Sem texto.
2. Escuro e dramático — quadrado
Altura dos olhos, de frente, [PRATO] em ardósia escura sobre pedra preta. Uma única luz dura por trás, à direita, contornando a comida; sombra profunda no primeiro plano, um fio de vapor. Profundidade de campo média. Dramático. Sem texto.
3. Claro e limpo — quadrado
Visto de cima, [PRATO] em prato branco de aba larga sobre granilite claro. Luz clara e intensa, quase sem sombra. Uma colherzinha no canto inferior direito, nada mais. Nítido de ponta a ponta. Limpo como catálogo. Sem texto.
4. Rústico, ângulo baixo — quadrado
Ângulo baixo de três quartos sobre [PRATO] em cerâmica rústica, sobre madeira de demolição. Luz lateral dourada e quente vindo da direita, sombras longas. Pano de linho, sal grosso. Pouca profundidade de campo. Caseiro. Sem texto.
5. Direto do passe — quadrado
Foto documental a 45° de [PRATO] no balcão de passe em aço escovado. Luz fria de cima, brilho quente ao fundo, reflexos nítidos no aço. Trilho de comandas desfocado. Profundidade de campo média. Espontâneo. Sem texto.
Bebidas e cafés
Bebida vende pela luz, não pela composição: copo, espuma, gelo e condensação precisam de uma luz que faça alguma coisa com eles.
6. O café com leite da manhã — quadrado
Altura dos olhos, de frente, [BEBIDA] em xícara pesada com latte art, balcão de mármore branco. Janela em contraluz, halo através do vapor. Pires, pano dobrado. Pouca profundidade de campo, café desfocado ao fundo. Tranquilo. Sem texto.
7. Gelado e com gás — quadrado
45° sobre [BEBIDA] em copo alto com gelo picado, muita condensação, balcão de nogueira escura. Luz dura da direita pegando cada gotinha e cada aresta do gelo. Pouca profundidade de campo. Refrescante. Sem texto.
8. Degustação de espresso — quadrado
Flat-lay visto de cima de [BEBIDA] em três copinhos enfileirados sobre concreto cru. Luz suave e uniforme de dia nublado, muito espaço vazio. Um grão de café, uma colher. Nítido de ponta a ponta. Minimalista. Sem texto.
9. O drinque da noite — vertical
Vertical, altura dos olhos, [BEBIDA] em taça coupe sobre balcão preto polido. Uma única luz dura por trás contorna o líquido e acende a guarnição; todo o resto escuro. Pouca profundidade de campo, bokeh quente ao fundo. Luz baixa. Sem texto.
10. Fresco e luminoso — vertical
Vertical, 45° sobre [BEBIDA] em copo transparente, mesa de carvalho branco claro. Luz de dia clara e intensa vinda de uma janela à esquerda, sombras suaves. Frutas frescas e hortelã espalhadas ao redor. Pouca profundidade de campo. Clima de verão. Sem texto.
Flat-lays e mesas fartas
Use estes quando a mesa é o assunto, não um prato só.
11. A mesa completa — quadrado
Flat-lay visto de cima de uma mesa servida com [PRATO] no centro: pratos de acompanhamento, pão, tigelinhas, duas taças de vinho sobre linho. Luz do dia suave e difusa vindo da esquerda. Nítido de ponta a ponta para que cada prato apareça. Farto. Sem texto.
12. Petiscos no escuro — quadrado
Flat-lay visto de cima de [PRATO] com cinco tigelas para compartilhar bem juntas sobre uma laje de pedra grafite. Um único foco de luz quente de cima, caindo para o escuro nas bordas. Ervas espalhadas, brilho de azeite. Profundidade de campo média. Intenso. Sem texto.
13. Brunch com espaço para escrever — vertical
Flat-lay vertical visto de cima de [PRATO] com café, suco e um pão doce nos dois terços de baixo, madeira clara de freixo. Luz da manhã clara e intensa, terço de cima vazio como espaço limpo. Tudo nítido. Descontraído. Sem texto.
14. Textura vista de cima — quadrado
Visto de cima, [PRATO] com acompanhamentos e molhos sobre bancada de aço polvilhada de farinha. Luz dura e rasante do canto superior esquerdo, sombras marcadas mostrando cada relevo e cada farelo. Profundidade de campo média, recorte fechado. Marcante. Sem texto.
15. Para viagem, sem produção — vertical
Flat-lay vertical visto de cima de [PRATO] em embalagens de papel kraft abertas sobre papel pardo, guardanapo e garfo de madeira tortos. Luz natural chapada, nada alinhado. Nítido de ponta a ponta. Casual, energia de comida de rua. Sem texto.
Texturas e closes
O macro vende o que a descrição não consegue: o queijo que estica, a crosta, a marca da grelha.
16. O queijo que estica — quadrado
Close macro extremo a 45° de [PRATO] sendo levantado, queijo ou molho esticando num fio longo, vapor subindo. Luz lateral dura da direita congela o brilho; fundo escuro e quente. Profundidade de campo muito pequena. Irresistível. Sem texto.
17. Crosta e miolo — quadrado
Macro de frente de um pedaço cortado de [PRATO] sobre tábua de ardósia escura. Luz dura e rasante do extremo esquerdo destaca cada farelo em relevo. Profundidade de campo muito pequena, fundo quase preto. Artesanal. Sem texto.
18. A calda caindo — vertical
Macro vertical na altura dos olhos de molho escorrendo sobre [PRATO], o fio congelado no meio da queda. Contraluz para que o fio brilhe contra um fundo escuro. Profundidade de campo muito pequena no ponto de contato. Brilhante. Sem texto.
19. A finalização — quadrado
Macro visto de cima preenchendo o quadro com o topo de [PRATO]: ervas, raspas de limão, pimenta-do-reino moída na hora, ainda com gotinhas de umidade. Luz fria e suave de janela voltada para o sul, sombras uniformes. Pouca profundidade de campo, bordas do prato fora de foco. Preciso. Sem texto.
20. Brasa e fumaça — quadrado
Macro a 45° de [PRATO] saindo da grelha, marcas escuras da brasa, superfície brilhante, fumaça fina atravessando o quadro. Luz dura e quente vinda de trás, à esquerda, acendendo a fumaça. Pouca profundidade de campo. Defumado. Sem texto.
Formatos para redes sociais e stories
Todos verticais: o assunto fica embaixo e o topo do quadro fica livre.
21. Story com espaço em cima — vertical
Vertical, [PRATO] na metade de baixo do quadro sobre mesa escura com textura, terço de cima limpo e vazio para um título. Luz direcional suave do canto superior esquerdo, degradê de sombra. Pouca profundidade de campo. Sofisticado. Sem texto.
22. O olhar do cliente — vertical
Vertical, altura dos olhos, do ponto de vista de alguém sentado à mesa: [PRATO] bem no primeiro plano, salão quente e desfocado e um segundo lugar posto ao fundo. Luz de fim de tarde, bokeh âmbar. Profundidade de campo muito pequena. Intimista. Sem texto.
23. Serviço em movimento — vertical
Vertical, cena espontânea de [PRATO] sendo deixado no passe, vapor subindo, a manga branca de um dólmã saindo pela borda do quadro, nenhuma mão visível. Luz fria de cozinha vinda de cima, leve desfoque de movimento. Profundidade de campo média. Urgente. Sem texto.
24. Clima da estação — vertical
Vertical, 45° sobre [PRATO], mesa rústica escura decorada para a estação: folhas secas, uma vela, um caminho de mesa trançado. Luz quente e baixa de uma única fonte à direita, tons âmbar. Pouca profundidade de campo. Aconchegante. Sem texto.
25. O pedido completo, em profundidade — vertical
Vertical, um pedido completo, [PRATO] com um acompanhamento e uma bebida, escalonado do primeiro plano embaixo até o fundo em cima, sobre concreto liso. Luz do dia suave vinda de cima. Profundidade de campo média para que os três apareçam. Foco no custo-benefício. Sem texto.
Pôsteres de eventos e promoções
Gere aqui a imagem, não as palavras. O texto entra depois.
26. Fundo de pôster com bloco de cor — vertical
Vertical, [PRATO] no terço de baixo contra um fundo bordô profundo que ocupa os dois terços de cima como cor chapada. Luz suave de estúdio do canto superior esquerdo, uma única sombra suave sob o prato. Pouca profundidade de campo. Pronto para pôster. Sem texto.
27. Menu degustação, três pratos — vertical
Vertical, três pratos escalonados em profundidade sobre mesa preta, [PRATO] mais nítido na frente, os outros dois suavemente fora de foco atrás. Um único spot dramático de cima, todo o resto escuro. Profundidade de campo muito pequena. Teatral. Sem texto.
28. Prato do dia — quadrado
Quadrado, [PRATO] centralizado num único prato contra um fundo de estúdio amarelo-mostarda chapado. Luz de estúdio clara e uniforme, uma sombra nítida para o canto inferior direito. Nítido de ponta a ponta, sem objetos de cena, assunto bem no centro. Impactante. Sem texto.
29. Happy hour — vertical
Vertical, dois [BEBIDA] sobre balcão escuro no terço de baixo, varal de luzinhas quentes e um bar desfocado ao fundo preenchendo o alto do quadro como bokeh âmbar. Luz baixa de começo de noite. Profundidade de campo muito pequena. Clima de encontro. Sem texto.
30. A mesa do evento — vertical
Vertical, plano aberto de uma mesa comprida posta para [EVENTO]: velas, taças, guardanapos dobrados, um arranjo de centro, vista de uma das pontas, afastando-se da câmera. Luz quente de velas, sombras profundas. Pouca profundidade de campo, parede vazia em cima. Atmosférico. Sem texto.
Mais dois para eventos, já que o modo pôster pede tão pouco: o título do evento é o único campo obrigatório, então a imagem carrega o resto.
31. Espaço para os detalhes — vertical
Vertical, [PRATO] na metade de cima contra um fundo de estúdio verde-floresta profundo, a metade de baixo em cor chapada sem luz e sem nada. Luz suave do canto superior direito, uma sombra limpa. Profundidade de campo média. Formal. Sem texto.
32. Noite de música ao vivo — vertical
Vertical, plano aberto de um canto de bar na penumbra, um palquinho com pedestal de microfone e um único spot âmbar, dois [BEBIDA] numa mesa no primeiro plano. Luz quente de tungstênio, todo o resto na sombra. Profundidade de campo muito pequena. Vida noturna. Sem texto.
Os limites honestos da fotografia de comida com IA
Uma imagem de IA é ilustrativa, não documental. Ela mostra como aquela categoria de prato costuma ser. Não é uma foto do prato que a sua cozinha manda para a mesa, e tratá-la como se fosse é garantir um cliente decepcionado na mesa nove.
Três regras. Nunca distorça o tamanho da porção: seis camarões na foto e quatro no prato é reclamação anunciada. Nunca mostre um ingrediente que você não serve. Onde existir uma foto real, use a foto real, mesmo que a luz seja pior.
Mais três, mais duras. Nunca gere a foto de um prato que você não serve ou não consegue reproduzir: nem como tapa-buraco enquanto você acerta a receita, nem porque a imagem ficou linda. Preste atenção no que a imagem sugere, não só no que ela mostra: uns fios de açafrão espalhados ou uma pilha de lagostins criam uma expectativa de ingrediente e de porção que o prato depois precisa cumprir. E tenha clareza sobre o que está em jogo: um cliente que pede pela foto e recebe outra coisa não é truque esperto, é reclamação e reembolso.
Quando a foto de um prato no Intermenu é gerada por IA, a ficha do prato que o cliente vê indica que se trata de uma imagem ilustrativa. Essa é a versão honesta.
Trate esse aviso como um recurso, não como uma ressalva. Um restaurante que diz aos clientes quais imagens são ilustrações ganha credibilidade para todo o resto da página: os alérgenos, os preços, os horários.
Como escrever o seu próprio prompt
Sete espaços, nesta ordem: assunto → ângulo → luz → superfície → objetos de cena → profundidade de campo → clima. Pule um e a ferramenta escolhe por você, quase sempre mal.
Veja um sendo montado. Só o assunto, uma tigela de caldo de mocotó, não serve para nada. Ângulo: altura dos olhos, de frente. Luz: uma única luz dura por trás, à direita, contornando o vapor. Superfície: tigela funda de barro sobre mesa de metal escuro e riscado. Objetos de cena: um pratinho com cheiro-verde, limão e pimenta à direita do quadro. Profundidade de campo: pequena, as ervas fora de foco. Clima: luz baixa, vapor, boteco de madrugada. Sem texto.
Mude um espaço por vez entre as tentativas e você aprende o que cada variável faz.
Erros comuns, e como corrigir
Texto deformado nos pôsteres. Os geradores ainda quebram as letras. Faça a imagem sem texto e acrescente as palavras depois, num modelo.
Sopa de objetos. Nove objetos em volta de um prato viram foto de banco de imagens. Dois objetos, cada um com motivo para estar ali.
Códigos culinários errados. Um gerador é capaz de dar hashis para uma moqueca. Nomeie a louça e a região: "moqueca capixaba em panela de barro preta, sobre tábua de madeira".
Comida com cara de plástico. Luz demais e lisura demais. Peça luz rasante, farelos, vapor: a imperfeição é o que parece real.
Mãos que dão errado. Dedos são o ponto mais fraco dessas ferramentas. Deixe as mãos fora do quadro, ou corte no pulso.
Duas mudanças numa tentativa só. Você não vai saber qual delas ajudou.
Consertar um prompt que não funcionou
Seis erros explicam a maior parte dos resultados ruins. Aqui estão em versão antes e depois, para você reconhecer o seu.
1. Vago demais
Fraco: Uma foto de massa.
Melhor: 45° sobre talharim com ragu de cogumelos, tigela creme fosca, mesa de carvalho em tom quente. Luz suave de janela vindo da esquerda, sombras à direita. Um guardanapo de linho. Pouca profundidade de campo. Sem texto.
Ângulo, luz, superfície, objeto de cena e profundidade foram nomeados; ser vago só entrega essas decisões à ferramenta.
2. Objetos demais disputando atenção
Fraco: Picanha numa tábua com alecrim, alho, moedor de pimenta, sal grosso, uma taça de vinho, um garfo trinchante e uma toalha xadrez.
Melhor: Ângulo baixo de três quartos sobre picanha fatiada numa tábua de madeira escura. Um ramo de alecrim no canto superior direito, sal grosso na tábua. Luz dura e quente vinda de trás, à direita. Pouca profundidade de campo. Sem texto.
Uma estrela e dois objetos com motivo para estar ali; nove objetos viram foto de banco de imagens.
3. Instruções que brigam entre si
Fraco: Hambúrguer visto de cima com a parede de tijolos do salão aparecendo atrás, pouca profundidade de campo mas tudo perfeitamente nítido.
Melhor: Altura dos olhos, de frente, hambúrguer numa bandeja de aço, parede de tijolos suave ao fundo. Luz lateral quente vinda da esquerda. Pouca profundidade de campo, a parede fora de foco. Sem texto.
Não dá para olhar de cima para baixo e ver uma parede atrás, e pouca profundidade de campo não mantém tudo nítido. A ferramenta não tem como ficar no meio-termo, então inventa algo estranho.
4. Códigos culinários errados
Fraco: Curry verde tailandês num prato branco com manjericão e parmesão, mesa rústica italiana.
Melhor: Altura dos olhos, curry verde numa tigelinha de cerâmica azul e branca ao lado de arroz jasmim, bandeja laqueada escura. Manjericão tailandês, pimenta vermelha, limão. Luz quente vinda da direita. Pouca profundidade de campo. Sem texto.
Nomeie o recipiente, a guarnição e a região, ou o gerador põe tudo numa mesa europeia por padrão.
5. Produção exagerada que parece falsa
Fraco: Frango glaceado perfeito e brilhante, brilho espelhado impecável, torre de guarnição imaculada, perfeição de estúdio retocada.
Melhor: 45° sobre sobrecoxas de frango glaceadas numa frigideira de ferro, molho acumulado de forma irregular, uma borda tostada, ervas jogadas por cima sem cuidado. Luz dura e rasante vinda da esquerda. Pouca profundidade de campo. Sem texto.
"Impecável" e "brilho espelhado" produzem comida envernizada que ninguém quer comer; irregularidade e tostado é o que parece comestível.
6. Pedir palavras dentro da imagem
Fraco: Pôster da Quarta da Feijoada com "QUARTA DA FEIJOADA — R$ 39,90" em letras grandes no topo.
Melhor: Vertical, uma feijoada em panela de barro no terço de baixo, fundo terracota quente e chapado ocupando os dois terços de cima. Luz dura do canto superior direito, uma sombra nítida. Sem texto.
Tire as palavras e coloque o texto sobre a imagem limpa, ou comece de um modelo pronto, em que uma pessoa já diagramou as palavras.
Fazer o cardápio inteiro parecer de um restaurante só
Gere trinta fotos de pratos uma por uma ao longo de três semanas e cada uma fica boa sozinha. Lado a lado, parecem uma colagem de trinta restaurantes diferentes: uma no mármore, outra no pinho, uma iluminada pela esquerda, outra por baixo. O cliente não sabe dizer o que é, mas um cardápio incoerente passa a impressão de descuido.
A solução é um estilo da casa, decidido uma vez e reaproveitado. Escolha cinco coisas e pare de decidir sobre elas: uma superfície · uma direção de luz · uma família de ângulos · um repertório de objetos de cena · uma temperatura de cor. Depois escreva isso como um bloco que você cola em todo prompt, trocando só o prato:
45° sobre [PRATO], prato creme fosco, mesa de carvalho em tom quente. Luz suave de janela vindo da esquerda, sombras caindo para a direita. Um guardanapo de linho, um garfo de aço, nada mais no quadro. Pouca profundidade de campo. Cores quentes e neutras, levemente douradas. Sem texto.
Guarde numa nota no celular; cada prato novo passa a custar quatro palavras em vez de uma nova rodada de decisões.
Duas coisas no estúdio ajudam. Você pode adicionar um resultado anterior como imagem de referência para a próxima imagem, o que leva a superfície e a luz adiante sem precisar descrevê-las de novo. E a partir de qualquer imagem da galeria você pode repetir o pedido (mesmas palavras, mesmas configurações) para ter uma segunda imagem aproveitável do mesmo prato, em vez de uma com outro estilo.
As fotos feitas no editor de pratos já saem coerentes: todas quadradas, fotorrealistas e construídas do mesmo jeito. O estilo da casa importa mais no estúdio promocional.
Onde isso fica no Intermenu
O estúdio de imagens promocionais tem dois modos. Foto de comida (Picture of food) é onde estes prompts entram: você descreve a imagem com as suas palavras e pode adicionar imagens de referência dos seus uploads ou de um resultado anterior. Pôster de evento (Event poster) é um formulário curto: o título do evento é o único campo obrigatório, mais data, horário, local, convidados especiais e uma chamada para ação.
As configurações valem para os dois: qualidade em Speed, Balanced ou Pro Quality · formato da imagem, automático ou específico, com o vertical ficando melhor no celular · tamanho da imagem · só imagem ou imagem com texto · colocar meu logo · deixar a IA melhorar meu texto.
Trends & templates (tendências e modelos) pula a composição por completo: é um catálogo selecionado de criações prontas. Abra uma, preencha um formulário curto feito para ela, e o modelo define qualidade, formato e tamanho.
Os resultados caem na galeria, onde uma linha acima da grade avisa com todas as letras que cada imagem ali foi feita por IA. A partir de uma imagem você pode usá-la num prato, avaliá-la como boa ou ruim com etiquetas como "texto ruim", usá-la como referência ou repetir o pedido.
A cota é mensal e compartilhada: 2 imagens no Free, 25 no Básico, 100 no Pro, 100 por unidade reunidas num só conjunto no Multi. Uma cota só para o estúdio, os modelos e as fotos dos seus pratos. Veja a página de preços.
As histórias de pratos escritas por IA são ilimitadas em todos os planos: de 60 a 120 palavras a partir dos próprios dados do prato.
Fotos de cardápio de graça com o Intermenu
O Intermenu gera uma foto quadrada para qualquer prato a partir do nome, da descrição e das observações de preparo, sem prompt para escrever, indica ao cliente que é uma imagem ilustrativa e ainda oferece um estúdio promocional para os posts e pôsteres para os quais estes prompts foram feitos.
Uma unidade, 40 pratos e dois idiomas de cardápio são grátis, sem cartão e sem prazo de validade.
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Perguntas frequentes
O que faz um bom prompt de foto de comida com IA?
Sete elementos, nesta ordem: assunto, ângulo, luz, superfície, um ou dois objetos de cena, profundidade de campo e clima. Cite só o prato e a ferramenta decide os outros seis.
Preciso escrever um prompt para as fotos dos pratos do meu cardápio?
Não. O editor de pratos monta o pedido a partir do nome, da descrição, das observações de preparo e das etiquetas de dieta do prato. Estes prompts são para o estúdio promocional e outras ferramentas.
As fotos de comida devem ser quadradas ou verticais?
Quadradas para as fotos dos pratos, porque é o quadro em que elas aparecem. Verticais para posts e pôsteres: imagens altas ficam melhores no celular.
É desonesto usar fotos de IA no cardápio?
Não, se você sinalizar e ficar dentro da categoria do prato. Nunca exagere a porção nem mostre um ingrediente que você não serve. No Intermenu, fotos de pratos geradas por IA aparecem para o cliente como imagem ilustrativa.
Quais pratos devo fotografar primeiro?
Os que o cliente ainda não consegue imaginar. O aumento de 25 a 30% é maior nos pratos pouco conhecidos: comece pelo regional e pelo inesperado, não pelo hambúrguer.
Quantas imagens de IA eu tenho por mês?
Duas no Free, 25 no Básico, 100 no Pro, 100 por unidade reunidas num só conjunto no Multi. Uma cota só cobre o estúdio, os modelos e as fotos dos pratos, e ela recomeça a cada mês do calendário.
Por que o texto do meu pôster de IA sai embaralhado?
Geradores de imagem ainda são ruins com letras. Faça a imagem sem palavras e acrescente o texto num modelo que diagrama tudo para você.
Como manter todas as fotos dos pratos com cara do mesmo restaurante?
Decida um estilo da casa uma vez (uma superfície, uma direção de luz, uma família de ângulos, um repertório de objetos de cena, uma temperatura de cor) e cole em todo prompt, trocando só o prato. O estúdio também permite usar uma imagem anterior como referência.
Todo prato deve ter foto?
Não. É pelas fotos que o olho escolhe um vencedor dentro de uma seção; quando todas as linhas têm foto, o olho não tem onde se agarrar. Fotografe o pouco conhecido, o de maior margem e o carro-chefe.